Os primeiros cristãos viveram profundamente a experiência de serem comunidade. Eles “perseveravam na doutrina dos apóstolos, nas reuniões em comum, na fração do pão e nas orações;” “viviam unidos e tinham tudo em comum” (cf. At 2, 42.44). Esse ideal de vida comunitária sempre foi muito valorizado na Igreja, desde o seu início. O próprio Senhor Jesus havia constituído uma pequena comunidade em torno de Si, com os seus doze Apóstolos, que Ele escolhera para ficarem perto Dele, e serem enviados a pregar em Seu Nome. Ao longo dos séculos, Deus suscitou vocações à vida consagrada, como uma forma radical de viver a graça do batismo, formando comunidades religiosas com carismas e regras de vida próprios. Assim foram nascendo inúmeras ordens e congregações, que buscam testemunhar o amor de Deus no mundo. Na atualidade tem surgido novas formas de vida comunitária, que, conforme disse São João Paulo II, são “a primavera da Igreja”, com novo impulso missionário na evangelização.
Estas comunidades são caminhos novos, que o Espírito Santo vem gerando na Igreja, que dão a possibilidade de criar lugares de partilha, de fé, de oração e de apoio na missão comum vivida de maneiras diferentes, mas realizada pelo mesmo Espírito. É uma grande graça que o Senhor concede à Sua Igreja, a fim de que Sua palavra e salvação continuem sendo anunciadas ao mundo. E, neste contexto nasce a “Comunidade Católica Verbo Eterno”. Para fazer parte desta missão em favor dos irmãos, é que algumas pessoas fizeram a opção de viver este Carisma, a partir de um chamado divino, ao ponto de comprometerem a sua vida terrena para darem testemunho real deste Deus-Amor, que se oferece a todos.
